Duet AI do Google: o que Foi e como Virou Gemini

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O Duet AI foi o assistente de inteligência artificial lançado pelo Google para o Workspace e o Google Cloud.

O lançamento foi destacado em agosto de 2023, na conferência Google Cloud Next '23, em São Francisco (EUA).

Anunciado em maio daquele ano, no Google I/O, o Duet AI primeiro foi testado com clientes selecionados.

Depois, passou a ser oferecido em aplicativos voltados para empresas. Mais tarde, o nome foi trocado por Gemini.

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O que o Duet AI trouxe para o ambiente de trabalho

Dentro do ecossistema Google Workspace, o Duet AI ajudava na geração de texto, no gerenciamento de tarefas e no design.

A ferramenta podia gerar texto a partir de comandos no Documentos, criar imagens no Apresentações, organizar informações no Planilhas e resumir e-mails no Gmail.

Com o lançamento, o Google também apresentou novos recursos para reuniões e conversas.

No Google Meet, o Duet AI podia resumir os pontos importantes de uma discussão.

O Google também apresentou a ideia de a ferramenta “participar” da reunião no lugar do usuário e coletar as informações discutidas.

A IA também trouxe melhorias de som e de imagem nas chamadas.

Além disso, a ferramenta podia traduzir a fala em tempo real para legendas em vários idiomas.

No Google Chat, o Duet AI permitia que os usuários fizessem perguntas e esclarecessem dúvidas sobre conteúdos.

Também era possível pedir um resumo de documentos compartilhados e de conversas perdidas.

O aplicativo também ganhou uma nova interface e novos atalhos.

Na época, o Google informou que o Workspace tinha mais de 3 bilhões de usuários e mais de 10 milhões de clientes pagantes.

Duet AI no Google Cloud

As ferramentas de IA também chegaram aos serviços do Google Cloud.

Ali, o Duet AI atuava como assistente de programação, ajudava a resolver problemas de infraestrutura e a analisar dados, além de recomendar práticas de segurança.

No início, esses recursos foram oferecidos em versão de testes.

Do Duet AI ao Gemini

Em fevereiro de 2024, o Google passou a usar a marca Gemini nos recursos de IA do Workspace, que antes levavam o nome Duet AI. A troca fez parte de um movimento para reunir os produtos de IA da empresa em torno dos modelos Gemini, que também substituíram o Bard como assistente para o público em geral. Quem encontra textos antigos com o nome Duet AI deve considerar que planos, funções e preços já mudaram.

Esses lançamentos fizeram parte da corrida das grandes empresas de tecnologia pela IA generativa, que ganhou força depois da chegada de ferramentas como o ChatGPT.

Por trás deles há modelos treinados com grandes quantidades de dados e longos períodos de testes.

Para entender melhor o assunto, veja a seguir o que é inteligência artificial generativa.

O que é esse tipo de IA?

IA generativa é uma tecnologia de inteligência artificial que pode gerar conteúdo em texto, imagens, música ou outros formatos.

Ela usa aprendizado de máquina e é treinada com grandes volumes de dados.

O resultado é um sistema baseado em redes neurais artificiais, capaz de interpretar mensagens e responder de maneira parecida com uma conversa.

No caso do Duet AI, a tecnologia foi usada como assistente dentro de aplicativos de trabalho, para apoiar tarefas como escrever, resumir e programar.

O nome “Duet”, que quer dizer dueto, reforçava a ideia de cooperação entre a pessoa e a ferramenta.

Como qualquer tecnologia desse tipo, ela podia errar, e por isso é importante revisar os resultados e usá-la de forma ética e responsável.

O nome mudou desde o lançamento

Este texto fala do lançamento do Duet AI, mas vale uma atualização para quem chega agora: o Google passou a reunir esses recursos sob a marca Gemini. Por isso, ao procurar as funções hoje no Workspace, nos planos ou na documentação, é provável que você encontre esse nome. Como os recursos, os planos e os preços mudam com frequência, confira o site oficial do Google antes de contratar ou de planejar o uso em uma empresa.

Como aproveitar a IA generativa no trabalho

Essas ferramentas são mais úteis em tarefas que partem de um rascunho ou de muito material a ser organizado. Alguns exemplos são resumir uma longa sequência de e-mails, propor uma estrutura para um relatório, reescrever um texto em tom mais formal, sugerir fórmulas de planilha ou criar uma lista de pontos para uma reunião. Os melhores pedidos são específicos. Em vez de “escreva um e-mail”, experimente informar o objetivo, para quem é a mensagem, o tom desejado e o tamanho. Se a primeira resposta não servir, peça ajustes em vez de começar do zero.

Sempre revise o resultado

Modelos de linguagem podem produzir respostas convincentes e erradas ao mesmo tempo. Em especial, tome cuidado com datas, números, nomes e citações. Antes de enviar um documento a um cliente ou tomar uma decisão, confira as informações em uma fonte confiável. Quem assina o trabalho continua sendo responsável por ele. Em áreas como direito, saúde e finanças, a revisão por um profissional é indispensável.

Privacidade e regras da empresa

Antes de inserir qualquer informação em uma ferramenta de IA, verifique a política da empresa. Evite colar dados de clientes, senhas, contratos confidenciais ou informações pessoais em contas que não tenham sido aprovadas. As versões corporativas e gratuitas podem tratar os dados de formas diferentes, e os termos de uso explicam como funciona cada caso. Empresas devem definir quem pode usar, para quais tarefas e como registrar esse uso.

Como começar aos poucos

Escolha uma tarefa repetitiva e de baixo risco, como organizar anotações. Compare o tempo gasto com e sem a ferramenta e veja se o resultado realmente melhora. Se funcionar, compartilhe os bons exemplos com os colegas e monte uma pequena coleção de pedidos que deram certo. O objetivo é apoiar o trabalho, mantendo as pessoas responsáveis pelas decisões importantes.

Uma habilidade que continua valendo

Saber escrever e pensar com clareza segue sendo importante, até porque um bom pedido depende disso. Quem entende bem o próprio trabalho percebe mais rápido quando a resposta da ferramenta está incompleta ou fora do contexto, e tira melhor proveito dela no dia a dia.

Outras ferramentas do mesmo tipo

A ideia de colocar um assistente dentro dos aplicativos de trabalho não é exclusiva do Google. A Microsoft, por exemplo, oferece o Copilot para os aplicativos do Microsoft 365, e há ainda assistentes independentes. Ao comparar, olhe menos para os anúncios e mais para o que importa no seu dia a dia: se a ferramenta funciona com os programas que você já usa, quanto custa por pessoa, como trata os dados da empresa e se oferece controles para o administrador. Um teste curto com uma tarefa real costuma dizer mais do que qualquer comparação pronta.

Perguntas comuns

O Duet AI ainda existe? O nome deixou de ser usado, e as funções passaram para a marca Gemini. Os recursos antigos valem para hoje? Alguns continuam parecidos, outros mudaram de lugar ou de plano, por isso vale checar a documentação atual. Preciso pagar? Depende do plano e do produto. Há versões gratuitas de assistentes de IA, mas as opções para empresas costumam ser pagas. A IA substitui o trabalho de revisão? Não. Ela pode acelerar o rascunho, mas a responsabilidade pelo resultado continua sendo de quem o usa.