WhatsApp: como proteger conversas com biometria

Anúncios

O WhatsApp tem um recurso para proteger conversas importantes de bisbilhoteiros: o bloqueio de conversas, lançado em 2023 depois de aparecer em versões de teste do aplicativo.

Com ele, os usuários podem guardar chats em uma pasta separada e exigir biometria ou senha para abri-los.

Anúncios

Funciona como um arquivo de mensagens, mas, em vez de poder ser aberto por qualquer pessoa com acesso ao celular desbloqueado, só pode ser acessado com verificação biométrica ou por senha.

Quando uma conversa é bloqueada, ela passa para a seção Conversas bloqueadas.

Além disso, as notificações deixam de mostrar uma prévia das mensagens recebidas.

Uma camada extra de privacidade

Esse tipo de funcionalidade é útil para a privacidade, especialmente em conversas que requerem proteção extra.

Isso vale, por exemplo, para conversas com familiares ou com o médico, em que informações confidenciais são trocadas.

A solução atua como uma camada adicional de proteção de dados e oferece ao usuário mais opções para gerenciar suas próprias conversas.

O recurso chegou de forma gradual, e a disponibilidade pode variar conforme a versão do aplicativo e o aparelho. A central de ajuda oficial traz as instruções atualizadas.

Quando o WhatsApp foi criado

O WhatsApp foi criado em janeiro de 2009 por Brian Acton e Jan Koum. Inicialmente, o WhatsApp era um aplicativo simples de mensagens para iPhone, cuja primeira versão foi lançada na App Store em 2009.

Koum, que nasceu na Ucrânia e se mudou ainda jovem para os Estados Unidos, queria um jeito simples de mostrar o status dos contatos no celular. A partir daí, eles começaram a desenvolver um aplicativo de mensagens simples, rápido e confiável.

O WhatsApp ganhou popularidade rapidamente devido à sua facilidade de uso, eficiência e baixo custo em comparação aos serviços tradicionais de SMS.

Em fevereiro de 2014, o Facebook adquiriu o WhatsApp por US$ 19 bilhões, tornando-se uma das maiores aquisições da história da tecnologia.

Desde então, o WhatsApp continuou a crescer e evoluir, adicionando novos recursos como chamadas de voz, videochamadas, criptografia ponta a ponta e status de mensagens, tornando-se uma das plataformas de mensagens mais populares do mundo, com bilhões de usuários.

Como a biometria ajuda

A biometria usa características do próprio usuário, como a impressão digital ou o rosto, em vez de uma senha digitada. No bloqueio de conversas, ela é processada pelo sistema do celular, e o WhatsApp apenas recebe a confirmação de que a autenticação deu certo. Se o aparelho não tiver esse recurso, é possível usar o PIN ou a senha do telefone.

Por isso, vale lembrar que qualquer pessoa cuja digital ou cujo rosto esteja cadastrado no celular também pode abrir as conversas bloqueadas. Há ainda a opção de um código secreto em versões mais recentes, que ajuda a ocultar a pasta da lista de conversas. Como os menus mudam, confira o caminho atualizado na central de ajuda do aplicativo.

Mensagens temporárias e backups

O bloqueio não muda o que acontece com a cópia de segurança. Se o backup estiver ativado, as conversas bloqueadas podem ser incluídas nele, e a proteção do backup depende das configurações escolhidas. Quem quer mais privacidade pode ativar o backup criptografado de ponta a ponta nas configurações do aplicativo e usar mensagens temporárias nas conversas que não precisam ser guardadas. Também vale lembrar que mensagens encaminhadas ou salvas em outros aplicativos ficam fora dessa proteção, então o cuidado com o que é compartilhado continua sendo importante.


Como usar o bloqueio de conversas

O recurso de bloqueio de conversas foi anunciado como uma forma de guardar diálogos mais sensíveis em uma pasta separada, protegida pela biometria ou pela senha do aparelho. O caminho pode mudar entre versões e entre Android e iPhone, mas normalmente basta abrir os dados da conversa ou tocar e segurar sobre ela, e procurar a opção de bloqueio. Depois disso, a conversa sai da lista principal e fica em uma área própria. Para abrir, é preciso autenticar-se. Vale manter o aplicativo atualizado pela loja oficial, porque novos recursos chegam de forma gradual e nem sempre aparecem para todos ao mesmo tempo. Se não encontrar a opção, consulte a central de ajuda do WhatsApp.

O que esse recurso protege e o que não protege

É importante ter uma expectativa realista. O bloqueio dificulta que uma pessoa com acesso ao seu telefone desbloqueado leia as mensagens daquela conversa. Mas ele não impede que a outra pessoa tire uma captura de tela, repasse o conteúdo ou mostre o próprio celular. As mensagens também podem aparecer de outras formas, conforme suas configurações de notificação e de backup. Por isso, a proteção funciona melhor quando combinada a outros cuidados. Ela também não substitui o bloqueio de tela do celular, que continua sendo a primeira barreira contra acessos indevidos.

Outros ajustes de privacidade que valem a pena

Abra as configurações de privacidade e ajuste quem pode ver sua foto, o recado, o visto por último e o status. Controle também quem pode adicionar você a grupos, medida que ajuda a reduzir golpes e mensagens indesejadas. As mensagens temporárias são úteis para conversas que não precisam ficar guardadas. Vale ainda ocultar o conteúdo das notificações na tela de bloqueio, para evitar que qualquer pessoa leia uma mensagem no seu aparelho. Também é possível silenciar chamadas de números desconhecidos, em versões que oferecem essa opção, e revisar os aparelhos conectados à sua conta com frequência, desconectando os que não reconhecer.

A verificação em duas etapas é essencial

Um dos golpes mais conhecidos é o roubo da conta por meio de um código de seis dígitos. O criminoso entra em contato, finge ser uma empresa ou um parente e pede que você informe o número que chegou por SMS. Para reduzir esse risco, ative a confirmação em duas etapas nas configurações da conta, criando um PIN só seu, e cadastre um e-mail para recuperação. Nunca repasse esses códigos a ninguém. Se a conta for invadida, avise seus contatos o quanto antes, siga as instruções da central de ajuda e registre um boletim de ocorrência.

Se alguém pedir dinheiro em seu nome

Outro golpe comum usa a foto de uma pessoa conhecida em um número novo, com uma história como “troquei de celular e preciso de um Pix urgente”. Antes de enviar qualquer valor, ligue para o número antigo ou faça uma pergunta que somente a pessoa saberia responder. Confira também o nome do recebedor na tela do banco. Se tiver dúvidas, espere: a pressa é a principal arma de quem aplica esse tipo de fraude. Fale sobre isso com familiares mais velhos e combinem uma palavra-chave para situações reais de emergência.

Privacidade não é vigiar nem esconder

A novidade também levanta conversas sobre confiança. Pais podem se preocupar com o uso desses recursos pelos filhos, e casais podem ficar desconfiados. Para adolescentes, um diálogo aberto sobre riscos, como contato com desconhecidos e compartilhamento de imagens íntimas, costuma funcionar melhor do que a vigilância constante. Entre adultos, cada um tem direito à própria privacidade, e nenhum parceiro deve exigir senhas como prova de amor. Se houver coação ou controle sobre o seu celular, procure alguém de confiança ou um serviço de apoio. Por fim, lembre-se de que as regras e os recursos do aplicativo mudam, e a central de ajuda oficial é a melhor fonte para saber como cada função está disponível hoje.